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» » » » » » MOSH RG #1 - Cidadão Instigado

Saudações, Terráqueos.
Hoje, apresento-lhes o novo quadro do blog: Mosh RG.

Pra quê serve esse quadro? Pra fazer invejinha dos shows que comparecemos! Digo... pra contar a versão dos espectadores dos shows que passam pela querida Sampa e nem sempre estão na boca do povo.
E pra começar com classe, Thiago Alves o @babelikos vem contar-nos sua história sobre um cara animado no lado escuro da lua... rs... trocadalhos a parte, recebam-no com carinho, pfvr.
Laina.

Cidadão Instigado toca Dark Side Of The Moon: 
Um relato pessoal e intransferível

O que escrever sobre os acontecimentos ocorridos entre 21h30 e 22h50 do dia 16/01/2014 na Choperia do Sesc Pompéia?

Acredito na máxima que diz que a experiência é sempre subjetiva - mas não tenho dúvida – os presentes, tiveram seus sentidos inundados de estímulos mil, tamanha era a potência irradiada do clássico palco da zona oeste de SP.

O Cidadão Instigado fez um espetáculo soberbo, quase absurdo.  O cuidado meticuloso de reinventar um dos discos mais emblemáticos da história da música ocidental pôde ser facilmente identificado na complexidade dos arranjos adaptados, na riquíssima gama de timbres e na densa massa sonora emanada, que parecia espalhar no ar uma espécie de substancia lisérgica.

Roger Waters não se desapontaria.
1h10 de profunda imersão. O disco foi reproduzido sem pausas. (sem pausas!) Plateia extasiada em comunhão com a banda. Sem dúvida um marco importante na carreira dos cearenses que merecidamente ocupam uma posição referencial no cenário musical brasileiro. Destaco a competência do iluminador (Paulinho Fluxus) no set criado especialmente para o show e também, a participação da cantora convidada Nayra Campos na colossal “The Great Gi in the Sky”.

Na saída do show demorei um pouco para me reestabelecer. A experiência foi tão profunda e significativa que eu não conseguia pronunciar uma palavra sequer. (Me lembrou o final de uma bela trip de ácido).  Durante esses poucos minutos, a ausência de palavras me fez crer na sua incapacidade de reproduzir aquilo que habita o campo da emoção. Mas o que de fato enchia meu peito naquele instante mudo, lacônico, - e fazia meu corpo inteiro formigar de tanta energia - era a sensação mais básica e primordial de todas: a sensação de estar vivo.

E se a experiência é de fato subjetiva, no próximo show vá ter a sua.







Unknown

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