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» » Estréia: Coluna do Kurosawa

Salve Terráqueos!

Hoje é um dia muito feliz para a gente no Mundo RG, nós temos uma estréia... A Coluna do Kurosawa... Ele que é um amigo pessoal nosso, vai escrever para o blog as suas opiniões sobre diversos temas. E agora, não vou mais enrolar, vamos para as primeiras palavras do cara no blog.

Eu cresci na época dos primeiros consoles, Atari, MegaDrive, Master System,
Nintendinho, eu até coloquei minhas mão em um MSX.

Meu auge como criança era programar o vídeo cassete, gravar K7s de rádios,
rebobinar os K7s com uma bic.

Tive o prazer de ter um vinil em mãos, colocar na vitrola e com todo o
cuidado, colocar a agulha e escutar aquele chiado bem característico.
Lembro da mudança para o Real;
Lembro de ter chorado por minha mãe não me comprar um boneco dos Cavaleiros do
Zodíaco;
Lembro de ir ao fliperama com 2 reais e jogar horrores.

Nada muito diferente daquilo de quem nasceu entre 80 e 90, credo, me sinto
velho ao falar dessa forma, meus pais falaram dessa forma comigo, assim como
os deles e até os remotos pontos de minha arvore genealógica.
Toda geração tem esse papo.

Mas o ponto onde quero chegar começa quando eu voltei do Japão, final de 2008.
Estava andando pela Paulista, relembrando a avenida que tanto percorri em
minha pré-adolescência e não pude deixar de ouvir uma conversa atrás de mim
entre uma mãe e seu filho.

Mãe - Filho, o que você quer de natal?
Filho - Eu quero um IPhone...
Mãe - Um IPhone? Pra quê filho?
Filho - EU QUERO UM IPHONE...

Quando eu olhei pra trás e vi o que o moleque não tinha mais do que 6 anos,
fiquei um tanto assustado e me perguntei:
Pra quê DIABOS um moleque de 6 anos quer um IPHONE???
Na idade dele o que eu mais queria era um conjunto de corrida da Playmobil ou
então um kit de Lego.

Mas hoje é bem comum, criançada com smartphones e tablets nas mãos, dando aulas em como usar o aparelho aos pais.

E hoje o mundo gira em torno da internet e suas redes sociais.

Com as facilidades da internet e a facilidade que artigos tecnológicos tem
trazido, pessoas e mais pessoas estão "conectadas".
As informações viajam rápido e buscar por elas não é mais um mártir de ir a
uma biblioteca pesquisar em livros antigos ou ler jornais.

Não, hoje tudo está na palma da sua mão, melhor dizendo, no seu celular.
O que é bom, essas facilidades quebraram muitas barreiras, as possibilidades
são infinitas.

Quer dizer, seriam infinitas, infelizmente, o que eu mais vejo com o passar
do tempo é que por conta da velocidade de se conseguir informações, uma parte
das pessoas está perdendo o discernimento.
Leem algo postado em algum lugar e já assumem aquilo como verdade, condenam e
criticam sem nem ao menos saber o que aconteceu de verdade.
Formam opiniões e movem outras pessoas a persistir em algo que não é fato
concreto.

E outra coisa que me assusta muito também é o número de analfabetos funcionais
que está crescendo junto com esse publico, sabem ler, sabem escrever, mas não
tem noção nenhuma do que estão lendo ou escrevendo, claro que isso não é novo,
sempre houveram analfabetos funcionais, mas o número tem crescido muito e
nessa nossa era digital, com tanto material de leitura, com tanto conteúdo de
fácil acesso, as pessoas estão ficando mais distantes de se tornarem mais
informadas, que é algo que não faz nenhum sentido pra mim.

É triste ver que nessa era de informação, muitos preferem simplesmente deixar
de lado o que faz da internet algo maravilhoso, e simplesmente a usa para
alimentar a alienação.

Talvez eu possa até estar exagerando no que estou falando, de repente sou eu
quem está deixando de procurar fatos concretos, mas trabalhando no ramo do
telemarketing em uma empresa que oferece serviços para internet, é um pouco
difícil não pensar dessa forma.
Sim, atendo muitos leigos, mas também atendo muitos que se consideram
"informados".

A aqueles que assim como eu, cresceram durante essa convergência tecnológica-
social, fica meu pedido e minha promessa:
Vamos fazer com que nossos filhos e filhas entendam as ferramentas que tem em
suas mãos e direciona-los para que a usem da melhor forma possível,
aproveitando o melhor que elas tem a oferecer.
E força, pois em algum momento, seremos chamados de "velhos(as) chatos(as)"...

Gostou? Não? Deixe seu recado abaixo, ou nos mande um e-mail em desabafa@mundorg.com.br

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