Essa é uma banda, que todo rockeiro que se preze, deve ouvir e ter em sua biblioteca da formabilidade!
Formada em Los Angeles no ano de 2008, a banda conta com 4 integrantes: Jay Buchanan (Vocal), Scott Holiday (Guitarra), Robin Everhart (Baixo) e Michael Miley (Bateria).
Eu ouço muita gente comparando a banda com o Led Zepelin. É inegável, que eles beberam daquela fonte, mas eu vejo um abismo de diferença entre uma banda e outra. Até em questão de timbres e tudo mais, nas composições e na estrutura musical, sai tudo bem diferente. Pelo menos pra mim.
A banda lançou até agora 3 álbuns:
O galho de escrever sobre bandas boas, é que a gente não quer deixar nenhuma música passar, falar de todas. Principalmente, se tu ouve o álbum enquanto escreve o post.
Prometo fazer um Autópsia de Álbum de um desses álbuns. Igual eu fiz com o Like Clockwork, do QOTSA.
Vamos aos álbuns...
Before The Fire (2009)
Um álbum que começa chutando bundas com "Tell me Something". Música pesada na medida certa, dançante, empolgante, sensacional... Segundo o que li na internet, esse álbum foi produzido em 20 dias (¿¿¿¿). 20 dias, com essa qualidade? Só uma banda excelente pode fazer isso.

A música "Memphis Sun" é um dos destaques desse álbum. Sinto um sentimento de nostalgia toda vez que ouço essa ela, como se eu tivesse saudade de um lugar que eu nunca conheci. Sem contar no solo de slide, que tá show de bola, e a bateria quebrada, que me faz pirar.
Outra música que destaco desse álbum é "On My Way". Que linda canção. Dou um conselho para você, chegue em casa, faça o jantar para a "Nêga Véia", jantem, tomem um vinhozinho para esquentar o clima, coloque essa música e comece a namorar. Com certeza, tu vai te dar bem, vai por mim.
Resumindo, esse álbum, conta com um vocal inigualável, há poucos assim na atualidade, lembra bastante o Plant (Led Zeppelin), com uma pitada moderna, mais visceral. Uma guitarra de Riff's inteligentes, e ótimos solos, um baixo que dá chão para a loucurada toda, e uma bateria que sabe a hora de ser pesada, e a hora de dar cadência a música.
Minha nota para esse álbum é 8,75 Pirulitos de maçã verde.
Pressure & Time (2011)

É uma espécie de aprimoramento do álbum anterior, só que menos "espiritual". Mais cara de Hard Rock contemporâneo com personalidade. O slide está bem presente, o vocal oscila entre graves e médios, sem perder aquela presença marcante. Os backing vocal's estão mais presentes e aprimorados, deixando o som melhor trabalhado. Quanto a batera, a impressão que tive, é que ela foi melhor mixada em relação ao outro álbum, mas continua dando o rock que a gente espera do Rival Sons. O baixo está mais saidinho, mas continua dando chão para a loucura (rsrsrsrsrs), e serve de referencial, para o restante da banda, ele oscila muito menos do que os outros instrumentos.
Destaco nesse álbum, "Save Me" e "Burn Down Los Angeles". Na primeira o Ritmo, da batera e a "groovera" do baixo, lembram aqueles Jazz malucos dos anos 50 e 60. Já na segunda música, a guitarra tá F.O.D.I.D.A. Visceral na medida certa, dando o clima da música. Não que o restante não esteja excelente nas duas músicas, porque sempre estão, mas nessas duas esses instrumentos sobressaem aos outros.
Minha nota para esse álbum é 9,00 balas de framboesa.
Head Down (2012)

Neste álbum, a gente tem a impressão que esse vai ser uma continuação dos outros álbuns, com as 3 primeiras músicas, "Keep On Swinging", "Wild Animal" "You Want To" , apesar do vocal estar menos ácido, mais balanceado, ainda parece uma continuação. Mas lá para a 3ª música, a gente começa a ficar "cabrero meu!" (Bôça). Ainda tem cara de Rival Sons, mas não é como no álbum antigo, algo lá no fundo está diferente. O vocal está mais cantado, com uma melodia mais bonitinha e tal. Como diria meu pai: "Esse álbum tá mais morninho". Em "Until The Sun Comes", isso está bem evidente, a primeira vez que ouvi, pensei que o álbum estava água com açúcar, mas depois eu notei que não é isso. A banda evoluiu musicalmente falando, atingiu uma maturidade, talvez eles sempre quiseram tentar esse tipo de som, mas não achavam que encaixasse nos outros álbuns, ou sei lá. Achavam que poderiam ser taxados de banda pop, ou coisa do tipo. Se bem que com o instrumental do álbum, passa longe a sensação de banda pop. Na música "Jordan" é quando notamos claramente o quanto o álbum tá diferente, tu nota onde eles estão querendo chegar. Ela é uma linda canção, daquelas para olhar o horizonte e pensar na vida, daquelas que fazem nosso coração bater mais forte.
Desse álbum indico "True". Essa com certeza, é a música que vai mais longe do que já ouvimos da banda e acho que esse foi o maior experimento do álbum. Parece a trilha sonora do "Gladiador". Sinto um certo sentimento, de redenção quando escuto essa música, inclusive, ela pode ser até usada para meditação. Mas minha música preferida é "The Heist" (Baby!!! Baby, don't worry...), bah o refrão é demais, me lembra um pouco musicas dos anos 50, tipo aquelas baladinhas de amor, mas com o peso do rock moderno. Daria para fazer uma autópsia de álbum, com Head Down, pois não tem uma música ruim. Quem sabe?!
Enfim...
Minha nota para esse álbum é 8,5 jujubinhas de uva.
Então, galera, ouçam os álbuns e mandem suas opiniões para:
desabafa@mundorg.com.br
Abraz.

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