Já que hoje é aniversário do ilustríssimo Ozzy Osbourne, vou aproveitar para falar do seu livro: "Eu sou Ozzy".
Bom, li esse livro há + ou - 1 ano, eu acho. Ou 2, sei lá. Mas esse livro, com certeza está no meu top 10 de livros fodas. Nele, o Ozzy conta a sua vida desde o começo, quando criança, tinha problemas de dislexia, tinha sérios problemas com alguns professores na escola, inclusive um que batia nele. Durante a adolescência quando deu seus primeiros passos na música, os empregos bizarros por onde passou. As confusões onde se meteu desde que o Black Sabbath foi iniciado. Todos os seus problemas com bebidas e drogas de todos os tipos.
Mas o mais legal é a pequena viagem pela cena musical da época, em algumas passagens onde ele fala que se encontrou com Robert Plant, antes mesmo do Zep existir. Das bebedeiras que ele tomou com o John Bonham, quando mais velho e as histórias com o Mötley Crüe. Enfim, quem ler o livro vai se matar de rir do começo ao fim com as histórias e apagões contados com maestria pelo Ozzy.
Trecho do livro:
Bom, li esse livro há + ou - 1 ano, eu acho. Ou 2, sei lá. Mas esse livro, com certeza está no meu top 10 de livros fodas. Nele, o Ozzy conta a sua vida desde o começo, quando criança, tinha problemas de dislexia, tinha sérios problemas com alguns professores na escola, inclusive um que batia nele. Durante a adolescência quando deu seus primeiros passos na música, os empregos bizarros por onde passou. As confusões onde se meteu desde que o Black Sabbath foi iniciado. Todos os seus problemas com bebidas e drogas de todos os tipos.Mas o mais legal é a pequena viagem pela cena musical da época, em algumas passagens onde ele fala que se encontrou com Robert Plant, antes mesmo do Zep existir. Das bebedeiras que ele tomou com o John Bonham, quando mais velho e as histórias com o Mötley Crüe. Enfim, quem ler o livro vai se matar de rir do começo ao fim com as histórias e apagões contados com maestria pelo Ozzy.
Trecho do livro:
"...Estava a ponto de sair de casa quando ouvi Thelma descendo as escadas. Ela entrou na cozinha e disse: "Vou até a casa da minha mãe pegar as crianças". Fiquei olhando enquanto ela pegava uma pilha de revistas Good Housekeeping da mesa e a locava numa bolsa. Aí, parou e olhou para mim, parado ali, ao lado da geladeira, de cueca e roupão, cigarro na boca.
- Você alimentou as galinhas? – perguntou.
- Eu falei, elas estão com defeito.
- Vá alimentá-las, John, pelo amor de Deus. Ou, sabe o quê? Deixe que elas morram, não me importo mais.
- Vou até o pub.
- Usando o roupão felpudo que ganhou de Natal?
- É.
- Classe, John. Você tem muita classe.
- Você viu meus chinelos?
- Procure na caminha do cachorro. Volto às oito.
O que me lembro em seguida é de sair da casa com minhas botas – não consegui encontrar meus chinelos – e ir na direção do pub. Enquanto andava, tentava amarrar o cordão do meu roupão. Não queria ficar me mostrando como um louco para os fazendeiros; principalmente, não queria me mostrar para o travesti barbudo do final da rua.
Quando cheguei ao portão no fim da entrada, repentinamente mudei de ideia. "Sabe o quê?", disse para mim mesmo. "Vou alimentar aquelas galinhas. Se isso a deixar feliz, vou fazer." Virei-me e comecei a andar na direção da casa. Mas fiquei com sede, então fui até onde o Range Rover estava estacionado, e abri a porta e o porta-luvas, onde guardava minha garrafa de uísque de emergência.
Um trago. Ahhhh. Muito melhor! Burp.
Continuei pelo jardim... Mas aí mudei de ideia de novo. *****-se as galinhas, pensei. Nenhuma dessas *******s botou um ovo para mim! *****-se! *****-se todas elas.
Um trago. Ahhhh. Burp. Acendi outro cigarro.
Aí me lembrei que não tinha terminado aquele cigarro que já estava na minha boca, então o apaguei na horta de Thelma. Mudei de direção novamente, dessa vez indo para casa.
Abri a porta e fiquei ali, olhando para a minha Benelli semiautomática. Peguei-a, abri para ver se estava carregada – estava –, aí enchi os bolsos do meu roupão de balas. Em seguida alcancei no alto da estante a lata de gasolina que o jardineiro guardava para usar no cortador de grama – aquele que eu costumava dirigir até o pub para fazer piada (o escritório de Patrick Meehan tinha me mandado, apesar de eu ter pedido uma colheitadeira).
Então, com a lata numa mão, a arma na outra e o uísque embaixo do braço – ainda fumando meu cigarro – , saí no jardim em direção ao galinheiro. O sol estava se pondo e o céu tinha ficado todo vermelho e laranja. Na minha cabeça, a única coisa que ouvia era Thelma pedindo: "John, alimente as galinhas. John, já alimentou as galinhas?"
Aí, nosso contador falando: "Caras, isso é sério. É um imposto de um milhão de dólares da Receita Federal americana."
E Geezer falando: "Vamos chamar o disco de Technical Ecstasy. Precisamos de novos direcionamentos. Não podemos ficar usando essa ***** de magia negra para sempre".
Não paravam.
Nunca.
"John, alimente as galinhas."
"Caras, isso é sério."
"Vamos chamar de Technical Ecstasy."
"John, você alimentou as galinhas?"
"Um imposto de um milhão de dólares."
"John, alimente as galinhas!"
"Precisamos de uma nova direção."
"Isso é sério."
"Não podemos continuar com essa ***** de magia negra para sempre."
AAAAAAAAAARRRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHHHHHHH!
Quando cheguei ao galinheiro, coloquei a lata e a arma no chão, tirei o cartaz de "Oflag 14" e olhei dentro. As galinhas cacarejavam e deram umas bicadas.
- Alguma de vocês botou ovo? – perguntei, como se não soubesse a resposta a essa ***** de pergunta. – Era o que eu pensava – falei, ficando em pé. – Uma pena.
Aí, peguei a arma.
Tirei a trava.
Mirei.
Cluck-cluck.
Bang-bang!
Mirei.
Squawk!
Squwaaawwwwwwwwwwkkkkkkkkkk!!!!!
BANG!
O som da arma era terrivelmente ensurdecedor, e ecoava pelo campo. Parecia que se podia ouvir a milhas de distância. E, a cada tiro, uma luz branca iluminava o galinheiro e o jardim ao redor, seguida por um cheiro forte de pólvora. Eu estava me sentindo melhor.
Muito melhor.
Um trago. Ahhh. Burp.
As galinhas – as que ainda não tinham ido para o céu – estavam loucas.
Esperei um momento, para que a fumaça baixasse.
Mirei.
Cluck-cluck.
Bang-bang!
Mirei.
Squawk!
Bang-bang.
Mirei.
Squaaawwwwwwwwwwkkkkkkkkkk!!!!!
BANG!
Quando terminei, o lugar estava cheio de sangue, penas e pedaços de bicos. Parecia que alguém tinha jogado um balde de restos de galinha em mim e depois esvaziado um travesseiro em cima da minha cabeça. Meu roupão estava arruinado. Mas eu me sentia fabuloso – como se alguém tivesse tirado um peso de três toneladas das minhas costas. Coloquei a arma no chão, peguei a lata de gasolina e comecei a esvaziá-la sobre o que tinha sobrado das galinhas. Acendi outro cigarro, dei uma longa tragada, me afastei e aí botei fogo no galinheiro..."
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